Trabalho de: Liudas Vincentas Sinkevicius, Sandra Sakalauskaite, Maris Bukovskis, Margus Lõokene, Vahur Valvere, Brigita Gradauskiene e Margus Viigimaa. Pesquisadores vinculados a diversas instituições científicas e acadêmicas, incluindo a Universidade de Vilnius e o Hospital Regional de Tallinn.
Artigo original: Nicotine from a Different Angle: Biological Effects from a Psychoneuroimmunological Perspective. International Journal of Molecular Sciences (IJMS), volume 26, 2025.
DOI: 10.3390/ijms26136437
Link para o artigo: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC12250386/.
Publicado em: 04 de julho de 2025
“[…] A análise de dados recentes mostrou que a nicotina não apenas causa dependência, mas também apresenta benefícios terapêuticos em certas doenças (depressão, ansiedade, esquizofrenia) e possui propriedades anti-inflamatórias (autoimunidade, doenças neurodegenerativas), sendo necessária uma compreensão mais profunda e uma abordagem mais ampla de seus efeitos.”
Resumo
Dados estatísticos demonstram um crescimento paralelo na prevalência do tabagismo e de transtornos mentais, como depressão e ansiedade. Esse cenário pode ser atribuído a fatores do estilo de vida contemporâneo, influenciados pelas redes sociais e eventos globais recentes. Existe uma correlação importante nessa tendência, uma vez que indivíduos com transtornos mentais podem utilizar o tabagismo como um mecanismo de automedicação para atenuar a ansiedade. Contudo, dado que o consumo de tabaco é nocivo e eleva o risco de diversas patologias, estratégias eficazes de cessação têm se tornado cada vez mais prioritárias.
A nicotina é um alcaloide produzido naturalmente por plantas e constitui o principal fator por trás do potencial viciante do cigarro. Infelizmente, a falta de clareza do público geral sobre os reais efeitos biológicos da nicotina gera informações distorcidas e afirmações equivocadas nos meios de comunicação. Este artigo de revisão narrativa teve como objetivo examinar os efeitos biológicos da nicotina orgânica sob múltiplos prismas, integrando os aspectos psicológicos da dependência à resposta do sistema imunológico. A análise dos dados correntes indica que a nicotina vai muito além da dependência química, apresentando benefícios terapêuticos em condições como depressão, ansiedade e esquizofrenia, além de demonstrar propriedades anti-inflamatórias valiosas em doenças autoimunes e neurodegenerativas.


