Mato Grosso do Sul deixa de arrecadar cerca de R$ 244,4 milhões por ano em impostos relacionados ao comércio de cigarros eletrônicos e sachês de nicotina. A estimativa faz parte do 1º Levantamento Nacional sobre a Demanda por Bens e Serviços Ilícitos, realizado pela Escola de Segurança Multidimensional da USP em parceria com o Instituto Ipsos.
Os dados foram divulgados em reportagem de Eduardo Miranda para o Correio do Estado, publicada nesta quinta-feira (24). Segundo o levantamento, R$ 242,63 milhões do total estimado correspondem aos cigarros eletrônicos e R$ 1,729 milhão, aos sachês de nicotina.
A pesquisa aponta que 152,1 mil pessoas usam esses produtos com frequência em Mato Grosso do Sul. Outras 312.998 relataram uso ocasional nos últimos seis meses. O comércio desses produtos movimentaria R$ 140,2 milhões por ano no estado, conforme a estimativa apresentada pelo jornal.
Para Leandro Piquet, coordenador da pesquisa, a demanda por produtos proibidos cria oportunidades de atuação para redes criminosas. Em todo o Brasil, o estudo estima 10 milhões de usuários frequentes de cigarros eletrônicos e sachês de nicotina e R$ 13,7 bilhões por ano em impostos não arrecadados.
