“O uso de cigarros eletrônicos esteve associado a maiores chances de sucesso ao parar de fumar, após ajuste para o uso de outros métodos e demais variáveis (OR de 1,95; IC 95%, 1,74–2,17).”
Autor: Alexandro Lucian
Mato Grosso do Sul deixa de arrecadar estimados R$ 244,4 milhões anuais em impostos sobre cigarros eletrônicos e sachês de nicotina. Levantamento da USP e Ipsos, divulgado pelo Correio do Estado, aponta 152,1 mil usuários frequentes desses produtos no estado.
“As pessoas fumavam para satisfazer sua necessidade de nicotina, mas morriam por causa de outras substâncias formadas pela combustão do tabaco.”
“As atuais estruturas regulatórias deixaram de ser neutras e passaram a impor uma hierarquia moral que favorece a cannabis enquanto pune o controle da dependência de nicotina.”
Enquanto no Brasil se proíbe o vape e a mídia divulga que são piores do que fumar, o serviço de saúde do Reino Unido ensina como usar cigarros eletrônicos para parar de fumar.
Artigo publicado no Harm Reduction Journal questiona por que governos adotam princípios de redução de danos para a cannabis, mas proíbem produtos de nicotina sem combustão enquanto mantêm o cigarro convencional legal. A regulamentação de substâncias psicoativas está seguindo caminhos opostos. Enquanto diferentes países flexibilizam suas políticas sobre a cannabis, alternativas de nicotina sem combustão enfrentam proibições e restrições cada vez maiores. Essa contradição é o tema de um artigo publicado em setembro de 2026 no Harm Reduction Journal, de autoria do médico e pesquisador grego Konstantinos Farsalinos. O trabalho compara o que o autor chama de “onda verde da…
Uma proposta da oposição australiana prevê reduzir em 80% o imposto sobre cigarros e legalizar a venda de vapes e sachês de nicotina para adultos. O plano busca enfraquecer o mercado ilegal, combater o crime organizado e recuperar a arrecadação.
Uma revisão da Cochrane concluiu que os cigarros eletrônicos com nicotina são mais eficazes do que adesivos e gomas para ajudar adultos a parar de fumar. Com evidências de alta certeza, os vapes representam uma forte alternativa ao cigarro convencional.
“A nicotina em si não é cancerígena; algumas formas de terapia de reposição de nicotina estão entre os medicamentos essenciais da OMS.”
“Produtos de nicotina sem combustão, incluindo os sistemas eletrônicos de administração de nicotina, parecem apresentar maior adesão e, consequentemente, maior alcance do que os métodos médicos ou farmacêuticos tradicionais.”