Título original: Relative affordability of heated tobacco products and cigarettes: a cross-country comparative analysis of 55 countries
Autor: Giorgi Mzhavanadze
Periódico: Harm Reduction Journal
Tipo de estudo: Estudo comparativo entre países
Publicação: 6 de agosto de 2026
Volume e identificação: 23(1), artigo 151
DOI: 10.1186/s12954-026-01509-8
PubMed: 42778932. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov
Citação
“Em 24 dos 30 países de alta renda, os produtos de tabaco aquecido eram mais baratos que a marca de cigarro mais vendida.”
Mzhavanadze (2026), tradução de trecho dos resultados do resumo.
Tradução do resumo
Contexto: Desde sua introdução em 2014, os produtos de tabaco aquecido (HTPs) passaram a ser comercializados em um número crescente de países. Entretanto, poucos estudos compararam sistematicamente sua acessibilidade econômica com a dos cigarros ou examinaram diferenças de acesso entre grupos de renda. Este estudo avaliou a acessibilidade econômica dos produtos de tabaco aquecido em relação aos cigarros combustíveis, com foco nas desigualdades socioeconômicas.
Métodos: Utilizando dados publicamente disponíveis da Organização Mundial da Saúde, do Banco Mundial e de fontes da indústria, foram comparados preços de varejo, acessibilidade econômica e participação dos impostos no preço em 55 países com dados completos para análise. A acessibilidade econômica foi medida pela proporção do PIB per capita necessária para comprar 100 maços. Dados sobre distribuição de renda foram utilizados para avaliar a acessibilidade entre quintis de renda.
Resultados: Os bastões de tabaco aquecido eram mais caros que a marca de cigarro mais vendida em 23 países e mais caros que a marca de cigarro mais barata em 44 países. Nos nove países de renda média baixa e em 10 dos 16 países de renda média alta, os produtos de tabaco aquecido eram mais caros que a marca de cigarro mais vendida. Em 24 dos 30 países de alta renda, eram mais baratos. Esses produtos não eram comercializados em países de baixa renda.
Nos países de renda média baixa, a compra de 100 maços exigia 7,9% do PIB per capita para os bastões de tabaco aquecido, em comparação com 5,3% para a marca de cigarro mais vendida e 3,5% para a marca mais barata. Nos países de alta renda, os valores correspondentes eram de 1,6%, 1,9% e 1,5%, respectivamente.
Para o quintil de menor renda nos países analisados, a compra de 100 maços de tabaco aquecido exigia 9,1% da renda anual, em comparação com 7,9% para a marca de cigarro mais vendida. Para o quintil de maior renda, os valores eram de 1,4% e 1,3%, respectivamente. A inclusão do custo dos dispositivos aumentou os custos anuais de uso de tabaco aquecido entre 9,2% e 35,3%.
Conclusões: Os produtos de tabaco aquecido eram frequentemente menos acessíveis economicamente que os cigarros, especialmente em países de menor renda e entre os grupos populacionais de menor renda. Esse padrão não foi explicado por impostos mais elevados sobre os bastões de tabaco aquecido. Na maioria dos países, os impostos representavam uma parcela menor do preço desses produtos do que do preço dos cigarros, mas isso não se traduzia consistentemente em preços de varejo mais baixos. Portanto, as avaliações da acessibilidade econômica dos produtos de tabaco aquecido devem considerar os preços efetivamente pagos pelos consumidores, o custo inicial dos dispositivos e as diferenças de renda dentro de cada país, em vez de considerar apenas as alíquotas tributárias.
Palavras-chave: Acessibilidade econômica; cigarros; redução de danos; produtos de tabaco aquecido; preço relativo à renda; controle do tabaco; tributação do tabaco.
Referência
MZHAVANADZE, G. Relative affordability of heated tobacco products and cigarettes: a cross-country comparative analysis of 55 countries. Harm Reduction Journal, v. 23, n. 1, art. 151, 2026. DOI: 10.1186/s12954-026-01509-8.
